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Volta às aulas: material escolar tem diferença de 300%, segundo pesquisa do ProconSP Por: | 9 jan 2020
Para a especialista em defesa do consumidor, Valéria Garcia, este ano as diferenças estão muito elevadas.
(Foto: Expresso Notícia)

Uma pesquisa realizada pela Fundação ProconSP constatou diferenças de preços em matérias escolares que chegam a 300%.

Entre todos os produtos, a maior diferença encontrada foi 333% na borracha látex branca, da marca Faber Castell, que em um estabelecimento foi encontrado por R$ 2,60 e em outro por R$ 0,60.

Em números absolutos, a maior diferença encontrada foi de R$ 35,40 na caneta hidrográfica Pilot 850L, de 12 cores, vendida em um estabelecimento por R$ 59,90 e em outro, por R$ 24,50.

Para a especialista em defesa do consumidor, Valéria Garcia, este ano as diferenças estão muito elevadas. “Principalmente nos itens menores, onde o consumidor não percebe essa diferença. A maior diferença que encontramos foi numa borracha, no entanto, a gente também encontra diferenças significativas em itens maiores como cadernos, por exemplo”, explicou.

A pesquisa foi realizada em dezembro de 2019, em oito estabelecimentos comerciais em São Paulo, e tem por objetivo oferecer referências de preço por meio dos preços médios obtidos. Foram coletados preços de apontador, borracha, caderno, canetas esferográfica e hidrográfica, colas em bastão e líquida, fita corretiva, giz de cera, lápis preto e colorido, lapiseira, marca texto, massa de modelar, papel sulfite, pintura a dedo, refil para fichário, régua e tesoura escolar.

Após comparação de 126 produtos comuns entre as pesquisas realizadas neste ano e no ano passado, constatou-se, em média, acréscimo de 3,71% no preço desses itens. O Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo (IPC-SP) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), referente ao período, registrou variação de 3,50%.

Dicas

A Fundação Procon recomenda aos consumidores, antes de ir às compras, verificar quais dos produtos da lista de material o consumidor já possui em casa e, ainda, se estão em condição de uso, evitando assim compras desnecessárias. Outra dica é promover a troca de livros didáticos entre estudantes, o que também garante economia.

Ainda de acordo com a pesquisadora Valéria Garcia, os livros didáticos são os itens que mais encarecem o material escolar. “Mas, dentro da pesquisa – que não fez o levantamento dos livros didáticos – são os cadernos, porque é uma quantidade grande, têm um preço alto e geralmente as crianças e os adolescentes querem os cadernos mais caros”.

Lista

Na lista de material, as escolas não podem exigir a aquisição de qualquer item escolar de uso coletivo, como materiais de escritório, de higiene ou limpeza, por exemplo, conforme determina a Lei nº 12.886 de 26 de novembro de 2013. Também não podem exigir a aquisição de produtos de marca específica.

Alguns itens de uso escolar, como lápis, borracha, apontador, compasso, régua, lápis de cor, de cera, cola, caneta, massa de modelar, tinta guache, tesoura entre outros, só podem ser comercializados se apresentarem o selo do Inmnetro. A certificação é obrigatória e garante a qualidade e segurança do produto para uso dos estudantes. Os produtos importados devem seguir as mesmas recomendações dos nacionais, com informações em língua portuguesa.

(Fonte: Agência Brasil)

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